segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Medo

Vultos a deslocarem-se nos subterraneos da cidade do Porto. Num cenário amarelado vêm-se vultos a deslocar-se dentro de um tunel de pedra, onde corre um pequeno caudal de agua do lado esquerdo.

O Amor também faz doer mesmo quando correspondido,
Magoa quando amamos tanto que temos medo de perder.
Medo que um nada se torne num todo bicudo,
Medo que uma pequena chispa se torne numa tempestade,
E assim venha a distancia entre dois que se amam,
E assim vença o medo sobre uma palavra de desculpa,
E assim vença o medo e um orgulho maldito.
Será o medo das histórias antigas e das cinzas mal queimadas?
Ou o medo de um mundo ingrato que o caminho nunca ajudou?
Porque não queres ver o que o coração já sentiu?
Que és amado sem igual mesmo numa palavra mais dura,
Que tens amor incondicional na condição de amares.
E isto devia bastar para te manter seguro e certo,
Que este amor é mais forte que qualquer tempestade,
Desde que disso nunca duvides, nem hoje, nem nunca.
Uma lágrima se soltou como palavra não dita,
Como um pedido de desculpas escondido num soluço.
E assim eu cresço.
E assim te amo.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Boa maninho, estás de deixar a lágrima ao canto do olho!!
Bjs

20 janeiro, 2007 19:22  

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