sábado, setembro 02, 2006

Vai Barquinho, Vai

Num rio, tendo como pano de fundo um maciço rochoso, encontram-se cinco embarcações de recreio, dispostas da seguinte maneira: 1 – Em primeiro plano, e em fila, três embarcações mais pequenas, mais conhecidos como barcos à vela, contendo cada uma um velejador e tendo a seguinte descrição. 1.1 – A da esquerda esquerda, com vela branca, contendo letras azuis, casco branco, onde está inscrito a palavra “Passat”, acompanhado do símbolo da Volkswagen. 1.2 – A do centro, com vela branca contendo casco totalmente branco, e vela com letras vermelhas. 1.3 – A da direita, com vela branca e letras azuis, casco branco, onde está inscrito a palavra “Touran”, acompanhado do símbolo da Volkswagen. 2 – Em segundo plano, as duas embarcações maiores, separadas por uma bóia de sinalização vermelha. 2.1 – A da esquerda, com casto totalmente preto, um mastro alto desprovido de vela Na parte esquerda do mastro, existe um grande tolde branco, que culmina na ré, com a bandeira portuguesa. 2.2 – A da direita, com o casco totalmente branco, um mastro alto também desprovido de vela. Na parte esquerda do mastro, está arreada uma vela azul escura. Seguindo para a esquerda, tem um pequeno tolde azul (mais pequeno do que o da embarcação anterior), tendo à sua esquerda uma bóia de salvamento amarela.
Vai barquinho, vai,
Rasgando as águas do rio,
Vai barquinho, vai,
Até te tornares num navio.

Vai barquinho, vai,
Espera-te o grande mar,
Vai barquinho, vai,
Continua a navegar.

Vai barquinho, vai,
Galga as ondas do mar,
Vai barquinho, vai,
Não temas naufragar.

Vai barquinho, vai,
Os ventos anunciam tempestade,
Vai barquinho, vai,
O teu mar é a sociedade.

Vai barquinho, vai,
A tempestade há-de acalmar,
Vai barquinho, vai,
Que nenhum ódio te faça encalhar.

Vai barquinho, vai,
Que nada te faça cessar,
Vai barquinho, vai,
A tua missão é amar.

Vai barquinho, vai,
Acalenta o meu sonho de criança,
Vai barquinho, vai,
Para que habite em nós a esperança.

Escrito por Américo Lisboa Azevedo, e enviado pelo meu Amigo Adolfo Ribas.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Medo

Vultos a deslocarem-se nos subterraneos da cidade do Porto. Num cenário amarelado vêm-se vultos a deslocar-se dentro de um tunel de pedra, onde corre um pequeno caudal de agua do lado esquerdo.

O Amor também faz doer mesmo quando correspondido,
Magoa quando amamos tanto que temos medo de perder.
Medo que um nada se torne num todo bicudo,
Medo que uma pequena chispa se torne numa tempestade,
E assim venha a distancia entre dois que se amam,
E assim vença o medo sobre uma palavra de desculpa,
E assim vença o medo e um orgulho maldito.
Será o medo das histórias antigas e das cinzas mal queimadas?
Ou o medo de um mundo ingrato que o caminho nunca ajudou?
Porque não queres ver o que o coração já sentiu?
Que és amado sem igual mesmo numa palavra mais dura,
Que tens amor incondicional na condição de amares.
E isto devia bastar para te manter seguro e certo,
Que este amor é mais forte que qualquer tempestade,
Desde que disso nunca duvides, nem hoje, nem nunca.
Uma lágrima se soltou como palavra não dita,
Como um pedido de desculpas escondido num soluço.
E assim eu cresço.
E assim te amo.

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Quero ...

Rio Douro à noite. Imagem nocturna do Rio Douro, onde se vêm as luzes amareladas da cidade reflectidas na agua numa zona em que o rio faz duas curvas.

Quero ser a razão do teu sorriso,
E estar a teu lado quando estás feliz.

Não quero ser a causa de uma lágrima,
Mas quero ser eu a limpar-ta.

Quero ser a razão da tua felicidade,
E ser feliz a teu lado.

Não quero ser a causa de uma tristeza,
Mas quero ser eu a consolar-te.

Quero ser a razão do brilho dos teus olhos,
E partilhar desse brilho.

Não quero ser a causa de um olhar apagado,
Mas quero ser eu a fazer-te olhar.

Quero ser a razão do fogo que tens dentro,
E de arder contigo de amor puro.

Não quero ser a causa de sentimentos menores,
Mas quero ser eu a eleva-los à beleza.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Sorriso

Lua. Imagem da Lua parcialmente encoberta pela sombra da terra e onde se destinguem os mares e caracteras na sua superficie.

Prendeste-me pelo sorriso,
E apaixonei-me por sua dona,
Num amor sem prejuízo,
Que a nos dois abona.

Um sorriso teu me indica,
Que tudo faz sentido,
E a vida mais simples fica,
Quando por mim é reflectido.

Teus lábios se juntam,
Com tua boca fechada,
Num sorriso me contam,
O quanto tu és amada.

Um simples gesto,
Une nossos corações,
Que batem sem protesto,
Plenos de emoções.

Sei que nem sempre devolvo,
Um sorriso nos meus lábios,
Mas humilde te peço de novo,
Que não tires o teu dos lábios.

É nessa tua bela feição,
Que ao anoitecer vou buscar,
As forças para o meu coração,
E a minha alma acalmar.

Eu sei que não sei rimar,
E poeta não desejei ser,
Por isso te escrevo para contar,
O que vai dentro do meu ser.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Palavras com sentido



Palavras soltas,
Palavras erradas,
Palavras mortas,
Palavras estragadas.

Faladas,
Gritadas,
Ouvidas,
Perdidas.

Muitas,
Poucas,
Sempre,
Nunca.

Palavras estragadas,
Por segundos sentidos.
Palavras esquecidas,
Por falta de sentimentos.

Palavras que não comprometem,
Por já não terem sentido.
Palavras que estão gastas,
Por quem delas abusa.

Palavras caladas,
Por medo de serem ouvidas.
Palavras gritadas,
Sem serem escutadas.

Palavras sentidas,
Que nos prendem a língua.
Palavras sem dono,
De sentimentos escondidos.

Mas uma palavra falo,
Com um coração aberto.
E uma escuto,
Como um segredo contado.

Uma palavra que falas,
E faz todo o sentido.
Uma palavra que de ti,
Sempre anseio ouvir.

Palavra que bate forte,
No meu coração.
Que o solta para navegar,
Num mar de felicidade.

Essa palavra é: Amo-te.

quarta-feira, novembro 09, 2005

Um sonho


Tive um sonho,
Sonhei que estava apaixonado,
Apaixonado por um anjo,
Caído do céu.

Era lindo e delicado,
Tinha olhos de menina,
E sorriso de criança,
De quem ama com o coração.

Apaixonei-me pelo seu sorriso,
Apaixonei-me pelos seus olhos,
Apaixonei-me como um menino,
Pela criança que era.

Ao mesmo tempo era forte,
Não desistia de batalhas,
Movia o mundo,
Mas sabia esperar.

Atento e delicado,
Rebelde e teimoso,
Amava com o coração,
Exigindo para si o mesmo.

A ele me entreguei,
A ele me dediquei,
Amei com o coração,
No sonho que sonhei.

Hoje acordei,
E no me coração senti,
Que não amava um sonho,
Mas quem amo és tu.

terça-feira, outubro 18, 2005

Amo-te porque ...

Perguntas-me porque te amo,
E eu não sei responder.
Sei que te amo mas não sei porquê.
Sinto-o no meu coração,
Mas não encontro as razões.

Podia responder que te amava,
Pela tua amizade e cumplicidade,
Mas isso encontro nos amigos.
Pela tua dedicação e atenção,
Mas isso encontro na família.

Podia dizer que te admirava,
Pela tua simplicidade,
Mas isso encontro nas crianças.
Pela tua paciência,
Mas isso encontro nos avós.

Podia pensar que te queria,
Pelo teu grande coração,
Mas isso encontro numa mãe.
Pelo teu sorriso,
Mas isso encontro em Jesus.

Não encontro razões para te amar,
Mas isso ainda me faz amar mais.
Amo-te porque me amas.
Amo-te porque ...

sexta-feira, outubro 07, 2005

Num sorriso eu descobri


Em ti me redescobri.
Descobri uma luz que brilha.
Brilha mais que o sol,
Que no teu sorriso brilha,
Como uma luz que me ilumina,
Como luz que me mostra teu amor.


Nesse sorriso dás-me teu amor.
Nesse sorriso o meu te devolvo,
Na forma de um beijo,
Na forma de um abraço,
Na forma de um carinho,
Te entrego meu coração.


Nesse sorriso te redescobri.
Descobri a compreensão,
Descobri a amizade,
Descobri o amor,
Dado na verdade,
De um puro sentimento.


Por esse sorriso passam palavras,
Palavras directas do coração,
Palavras que amam,
Palavras que me atingem,
Directamente no coração.
Palavras que me enchem do teu amor.


Em ti descobri o que é ser amado,
Por um amor puro e sincero,
Amado por quem o vive de forma intensa,
E todos os dias o transforma,
Nessa luz que ilumina o meu sorriso
E alimenta o nosso amor.


Nesse sorriso nos encontrámos.

terça-feira, outubro 04, 2005

Maquina do Amor

Como que duas peças,
De uma complexa engrenagem,
Feitas por medida,
E com enorme precisão.
Trabalham serenas e sem atrito.
Não há um único ruído.
Foram feitas uma para a outra,
E assim podem funcionar o resto da vida.

Mas se uma pequena areia,
Por descuido entra na engrenagem,
Faz barulho e as peças arranha.
Essa pequena areia nada significa,
Mas se não for removida,
Logo vai acabar por avariar o sistema

É assim o amor,
Movido por peças complexas,
Mas de extrema precisão.
Precisa de muita manutenção
Para que trabalhe sem ruídos
E sem danificar as peças.

É preciso remover qualquer areia
Que arranhe o sistema
Pois pode se tornar
Num enorme problema
Que aos poucos desgasta e consome
Toda a beleza de um amor.

Por isso,
Escuta o que te digo:
Mantêm o teu amor limpo de impurezas,
Para ele te mostrar toda a beleza do amar.

Imagina um homem como eu (Filarmónica Gil)


Imagina um homem como eu, que não eu
Homem como eu, magro e grisalho
Desses que até um véu dá de agasalho, que não eu
Mas um homem como eu, que ama
A fragilidade da lua, e a tristeza das flores,
De todas as flores por causa tua

Podes tentar, podes tentar, podes tentar

Imagina um homem como eu, que não eu
Que ama com as mãos, e com a voz,
E meu Deus, como são as tuas mãos,
São as mãos, que todos nós,
Os homens como eu,
Beijamos só de olhar,
Olhamos só de amar,
As mãos

Da mulher amada,
São de ficar de mão dada
Comer um gelado
Olhando o céu, dos pardais
Que não eu
Que sou dos tais,
Tão difíceis de gostar
Mas um homem como eu,
Feito só de imaginar, que não eu
Que não eu

Imagina um homem como eu, que não eu
Mas um homem que de seu,
Tem um medo inicial
Das corrida das crianças
E o vermelho facial
Das primeiras danças a dois
Quando sorris
Mas que depois se deixa sempre levar
Por tudo o que tu lhe dás.

Vá diz
Amar um homem como eu,
Eras capaz, eras capaz, eras capaz

Eras capaz, eras capaz, eras capaz

Eras capaz, podes tentar,
Eras capaz, podes tentar
Eras capaz

Eras capaz, eras capaz, eras capaz

ps: Coloquei aqui esta letra porque descreve muito do que sou. Pelo menos foi o que a Sarita disse ;).